| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Trogoniformes |
| Família: | Trogonidae |
| Lesson, 1828 | |
| Espécie: | T. curucui |
O surucuá-de-barriga-vermelha é uma ave Trogoniforme da família Trogonidae.
Também são conhecidas pelos nomes de dorminhoco, maria-teresa, Barra-do-dia (Maranhão/Região dos Cocais), peito-de-moça, perua-choca e cancão-de-fogo (Bahia). O nome popular cancão-de-fogo é também utilizado no Piauí para se referir a esta ave segundo estudos etnozoológicos em condução pelo Laboratório de Zoologia, Uso e Conservação (ZUCON) da UFPI - Teresina.
Seu nome científico significa: do (grego) trôgón, trogo = devorar, roer, para roer ou para ser roído a forma como a ave se alimenta; e do (tupi) surucuí, curucui = nome indígena para esta pequena ave. ⇒ Ave devoradora curucui.
Tais aves chegam a medir até 25 centímetros de comprimento e pesa entre 39 e 60 gramas.
Os machos possuem o alto da cabeça azul, pálpebras amarelas, dorso verde, cauda negra com faixas longitudinais brancas, enquanto as fêmeas têm o alto da cabeça e o pescoço cinzentos.
Possui três subespécies reconhecidas:
Aves Brasil CBRO - 2015 (Piacentini et al. 2015); (Clements checklist, 2014).
Pousa nos galhos horizontais e cipós transversais, sob a copa. Desses pontos de pouso observa o entorno, procurando lagartas nas folhas, cigarras, besouros e aranhas durante muito tempo (daí o nome dorminhoco). Complementam a alimentação com frutinhos pequenos, em especial da embaúba. Nos dois casos, apanham o alimento em vôo direto, ficando sob a presa ou fruto.
Fazem os ninhos nos cupinzeiros arborícolas, cavando um túnel e uma câmara interna. Como no caso das outras aves que usam essa estrutura, o cupinzeiro está ativo e os cupins simplesmente fecham as passagens danificadas pela ave, sem perturbá-la.
Vivem nos diversos ambientes florestados. Aparece, ocasionalmente, nos capões de cerrado. No entanto, é mais comum nas matas ciliares,bem como ao longo dos corixos maiores, nos cambarazais e cerradões.
Ocorre nos estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Sergipe e Tocantins.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: